sexta-feira, 15 de maio de 2009

13 de maio, Abolição da Escravatura e Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo




"Guerreando pra sorrir"
A lição do meu avô, que casou com minha avó e pariu a minha mãe



Zulu Araújo
Presidente da Fundação Cultural Palmares








Abolição
, palavra carregada de sentidos, dores, afetos e interpretações as mais diversas. Palavra que incendiou corações e mentes no século XIX e estimulou discussões apaixonadas sobre a vida, a liberdade e o futuro da humanidade. Símbolo que titulou movimentos libertários e tornou-se o principal combustível para a entrada do Brasil no século XX. Conteúdo concreto que povoou os sonhos de milhões de brasileiros ao longo de quase 400 anos. Mas, apesar de tudo isso, há uma forte inquietação quanto ao seu significado nos dias de hoje.

Vivemos momentos de perplexidade diante de tanta polêmica e reações indignadas por parte de setores da sociedade brasileira. Isso, por causa das políticas públicas, implementadas para a promoção da igualdade racial no Brasil, mais conhecidas como políticas de ações afirmativas. Por isso, vale perguntar: Para que conquistamos a Abolição? Que idéia ou sentido de liberdade gerada por este ato deve orientar nossas ações nos dias de hoje?

O poeta José Carlos Capinam, ícone do movimento tropicalista nos anos 1960, nos dá uma pista. Com versos poéticos e precisos, no poema/canção Abolição, ele nos ensina: "Acabar com a tristeza, com a pobreza e o apartheid, não fazer da humanidade, a metade da metade, parte branca, parte negra". Pois bem, é com esses versos na cabeça e um tanto de emoção, que gostaria de responder às indagações acima.

Abolição para que a sociedade brasileira conquiste a cidadania plena, o desenvolvimento econômico e social, para que todos seus filhos, independente da cor da pele, de sua origem

social ou opção religiosa possam ser tratados com dignidade e igualdade, conforme a Constituição. Mas também para que, em seu nome e em nome de milhões de brasileiros e brasileiras, que empunharam essa bandeira com coragem e distinção, impeçamos que a desigualdade, o racismo e a discriminação, gerados por séculos, naturalizem-se em nosso cotidiano, como parte do nosso jeito mestiço de ser.

Abolição para sensibilizar e conscientizar os homens e mulheres que dirigem o país, em especial aqueles que nos representam na Justiça e no Parlamento, de que a promoção da igualdade racial não pode ser apenas o recheio mágico de discursos vazios sobre a beleza da mestiçagem, o encanto das mulatas etc. Ainda mais quando estudos e pesquisas apontam para a iniqüidade das relações raciais no Brasil, a exemplo do uso do critério da "boa aparência", que leva à exclusão milhões de brasileiros e dificulta a eles o acesso a determinados nichos do mercado de trabalho, como a publicidade, a moda e a televisão.

Abolição para impedir que o conservadorismo e o medo que latifundiários impingem ao campo, sempre que tratamos de regularização da terra, nos leve a ignorar a presença de milhões de remanescentes de quilombos, que, apesar de tanta dor e indiferença, continuam resistindo nos rincões do país, com a viva esperança de que a abolição os alcance de fato e assim possam ter acesso àquilo que lhes pertencem por justiça e direito.

Abolição para superarmos a abissal diferença entre a qualidade do ensino público e privado e

a exclusão de um enorme contingente de jovens brasileiros do ensino superior. Afinal, o Brasil contemporâneo, aberto, criativo e plural não pode entregar à própria sorte parte da juventude brasileira a grupos de extermínio e a narcotraficantes. Reconhecer esse direito e possibilitar a reparação histórica por meio da ampliação do acesso desses jovens às universidades públicas é mais que um dever, é um compromisso com o futuro do país.

Portanto, a celebração desses 121 anos da abolição da escravatura no Brasil, só tem sentido se, de um lado, debelarmos a hipocrisia que grassa na sociedade quanto à questão racial (todos consideram que existe racismo no Brasil, mas ninguém se intitula enquanto agente de tal crime), e, de outro, dermos conteúdo real às aspirações de mais da metade da população brasileira. Ou seja, é preciso instaurar a abolição definitiva da discriminação, que ainda persiste no Brasil, por meio de ações concretas que levem à promoção da igualdade racial e social. E nada melhor que o poeta Capinam para nos inspirar: "Abolir essa careta, que esconde a Natureza e que me faz ser teu irmão. Abolindo a velha intriga e guerreando pra sorrir".



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Debate organizado pelo Pólis discute pacote habitacional do governo

Realizar o sonho da casa própria é algo que está presente na mente e nos corações de milhões de famílias brasileiras. O recente anúncio pelo governo federal do pacote habitacional Minha Casa, Minha Vida, que destina 34 milhões de reais para a construção de um milhão de moradias, alimenta a esperança destas famílias de sair do aluguel e ter uma moradia digna. Porém, perguntas permanecem sem respostas: onde serão construídas essas casas? De que maneira? Qual será a infraestrutura que será disponibilizada? Para colaborar no esclarecimento destas questões e contribuir para o debate crítico do pacote, o Instituto Pólis promoveu um debate que teve a presença de Evaniza Rodrigues, liderança da União dos Movimentos de Moradia; Raquel Rolnik, professora da FAU/USP e relatora especial da ONU; Patrick Araújo, da secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Osasco. O urbanista e pesquisador do Pólis, Kazuo Nakano, mediou o debate.

Evaniza Rodrigues contou que os movimentos de moradia refletem sobre os impactos do plano desde que ele foi lançado, em março deste ano. Para ela é preciso verificar quais os pontos que significam avanços, os problemas e o que exige respostas por parte das organizações sociais. Mais do que filosofar e discutir, é preciso traçar estratégias claras de ação. Para ela, o principal problema do programa é a permanência do pensamento único no que diz respeito a habitação. Direito a moradia se faz de diversas formas, não apenas construindo novas casas, mas recuperando prédios, por exemplo. “Com tanto dinheiro, esta seria a oportunidade de mudar a moradia popular no Brasil. No entanto, se faz mais do mesmo”, acredita Evaniza, que aponta outros problemas no pacote, como a falta de estímulo a auto-gestão e ao cooperativismo. “Apesar dos problemas, há ainda algumas questões a serem disputadas como o papel dos municípios, o controle social, a participação dos movimentos na construção do Fundo Nacional de Habitação”, disse.

O debate contou também com uma visão governamental: o secretário de habitação e desenvolvimento urbano de Osasco, Patrick Mariano, compartilhou as informações de como a cidade, que conta com um déficit habitacional de 13.777, está se preparando para receber o programa do governo federal. Ele contou que a cidade adotou estratégias como se reunir com a CDHU, com proprietários de terras e construtores e a seleção das escassas terras públicas para a construção. Segundo ele há ainda alguns pontos importantes para o debate, como o alto preço do mercado imobiliário; como incentivar o mercado a produzir para as faixas de renda mais baixas; e a readequação de edifícios em áreas centrais que podem ser consideradas unidades habitacionais novas.

Para Raquel Rolnik, a política econômica e a estrutura política são pontos que norteiam o pacote habitacional do governo, em uma espécie de pacote anti-crise. Para a especialista em políticas urbanas, essa é a chance para promover uma nova e eficaz política de moradia, que estabeleça vínculos, relacione fatores da cidade com o pacote. Ela lembrou que desde 1967 a política habitacional no Brasil é meramente quantitativa e não qualitativa e citou o exemplo do Chile que construiu milhares de casas, distantes de qualquer estrutura, se tornou perfeito para a intensificação da violência, do crime e do consumo de drogas, tudo o que a sociedade quer combater. E Raquel alerta: do jeito que está formulado o Minha Casa, Minha Vida é isso o que pode acontecer no Brasil.

“Moradia adequada é um lugar com estrutura, onde você possa usufruir do território, com acesso ao trabalho, escola, áreas verdes, cultura, saúde, transporte. Fazer moradia é construir a cidade. Esse país é mesmo de todos? É preciso romper o paradigma. Hoje nós temos instrumentos para fazer uma real política urbana, mas é necessário que haja pressão social e de opinião pública”, finalizou Raquel.

Por Cristiane Gomes

UNIÃO NACIONAL
POR MORADIA POPULAR
COORDENAÇÃO ESTADUAL DO PARÁ
visite : http://uniaopa.blogspot.com/

DESEJO!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Cartoon



O SOBREVIVENTE

Após um acidente de avião, o único sobrevivente agradeceu a Deus por estar vivo e ter conseguido se agarrar a parte dos destroços para poder ficar boiando.

Este único sobrevivente foi parar em uma pequena ilha desabitada e fora de qualquer rota de navegação.

Com muita dificuldade e restos dos destroços, ele conseguiu montar um pequeno abrigo para que pudesse se proteger do sol, da chuva, de animais, e para guardar seus poucos pertences. Novamente agradeceu.

Nos dias seguintes a cada alimento que conseguia caçar ou colher, ele agradecia.

No entanto um dia quando voltava da busca por alimentos já de noite, ele encontrou o seu abrigo em chamas, envolto em altas nuvens de fumaça. Terrivelmente desesperado ele se revoltou.

Gritava chorando:”O pior aconteceu! Perdi tudo! Deus, por que fizestes isso comigo?”
Chorou tanto , que adormeceu, profundamente cansado. No dia seguinte bem cedo, foi despertado pelo som de um navio que se aproximava.

“Viemos resgatá-lo”-disseram. “Como souberam que eu estava aqui?”-perguntou ele.
“Nós vimos o seu sinal de fumaça!”.

É comum sentirmo-nos desencorajados e até desesperados quando as coisas vão mal. Mas Deus age em nosso benefício, mesmo nos momentos de dor e sofrimento.

Lembre-se:

Se algum dia o seu único abrigo estiver em chamas, esse pode ser o sinal de fumaça que fará chegar até você a Graça Divina.
Confie.

Deus é mesmo fiel.

Passe essa mensagem para as pessoas que você conhece e quer bem.
Alguém pode estar precisando...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

O nosso retrato

O clássico das histórias de terror e da literatura mundial, o retrato de Dorian Gray, escrita por Oscar Wilde, é um questionamento à juventude, em conseqüência, à beleza e aos costumes. Publicado pela primeira vez em 1891, foi tachado pela crítica como “envenenador de costumes”. Em resumo a obra fala de um rapaz que ao ver seu retrato pintado, indaga a possibilidade de permanecer jovem enquanto seu retrato absorveria toda a ação do tempo. Seu desejo é atendido. Então Dorian Gray começa a viver a vida de forma diferente. O eternamente jovem não tem limites, se torna mal e egoísta, e quando novamente se confronta com seu retrato e percebe toda a experiência de sua vida marcada na face da pintura, começa a questionar-se sobre seu comportamento. A obra termina com o enlouquecimento de Dorian, que acaba esfaqueando o retrato. A cada golpe, Dorian é quem sofre as conseqüências. Acaba morto e desfigurado, enquanto seu retrato rejuvenesce.

Essa é realmente uma obra atemporal e, acredito ser sobre a cegueira do jovem perante a vida, ou daqueles que se acham eternamente jovens. Falando em cegueira lembro-me de outra obra - Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago - e uma frase no inicio do livro “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara” É uma obra que nos faz enxergar. Percebemos que na obra de Oscar Wilde, tudo faz sentido quando o personagem se confronta com seu retrato e vê a ação do tempo na face da pintura, então ele percebe que estava cego todo esse tempo. Tanto na obra de Saramago quanto na de Oscar Wilde, acredito que começar a ver, a enxergar é com certeza a grande lição.

No ensaio de José Saramago o que levou os personagens a enxergar realmente, foi literalmente a cegueira. Apenas uma mulher não perdeu a visão e, essa mulher viu o que nós leitores vimos ao ler o livro. Então essas são as duas formas que o autor nos propõe para enxergarmos a nossa volta à beleza da vida. No romance de Oscar Wilde, o retrato envelhecido de Dorian é o sino que nos acorda para a realidade, o momento pelo qual o personagem e nós, leitores, começamos a enxergar realmente.

Eu fui tocado pelas reflexões expostas no livro de Saramago. Confesso que passei a ver a vida de forma diferente, sem pessimismo ou otimismo, só olhando a beleza do seu movimento. Mas eu não estava satisfeito, queria ver meu “retrato”. Onde ele estaria escondido? Como encontrá-lo? Eu ainda estaria cego? É realmente eu ainda estava cego. A visão só me veio depois, quando eu já tinha quase esquecido da procura e, cansado de tatear as paredes em busca do meu retrato, ele esbarrou em mim.

Eu estava fazendo aquelas manutenções corriqueiras do lar, quando foi necessária a presença de um ajudante. O mais perto de mim era meu pai, e foi a ele que eu recorri. Começamos a executar a tarefa, quando... Eu olhei para o meu pai e vi. Eu vi meu pai, eu o enxerguei, não sei se pela primeira vez, ou se eu já tinha enxergado antes e tinha me esquecido. Era estranho... Aquele monte de rugas, aqueles olhos fundos, vazios, pareciam me olhar também, acusando-me de nunca olhá-los e me assustando como os olhos de um retrato. Parecia que não adiantava mudar de posição, eles me seguiriam. Isso aconteceu muito rápido, mas foi suficiente para eu entender toda a grandeza do momento. Eu via. Eu enxergava agora a ação do tempo, não só em meu pai, mas em mim também. Eu enxergava a vida em mim. E quantos retratos eu tinha a minha volta, minha mãe, meus irmãos, meus amigos, meus objetos, a pessoa que eu amo, em tudo estava a luz que nos permiti ver. Ah! Quanto tempo eu fui egoísta e acreditei que minha juventude era eterna, que minha beleza e força eram tudo. Quanta arrogância meu Deus! É realmente de enlouquecer.

Aceleramos nossa vida. E o que acontece quando aceleramos? Quanto mais rápido, menor é nosso campo de visão. Isso aprendemos na auto-escola e, é certo. Então convido você a deixar a velocidade de lado, a abrir a janela do carro da vida e apreciar a paisagem, a beleza e sabedoria de cada segundo.


Márcio André
Castanhal 02 de maio de 2009.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cartoon







Sonhei que tinha marcado uma entrevista com DEUS.



-Entre - falou DEUS. Então, você gostaria de me entrevistar?

-Se tiver um tempinho, disse eu.

DEUS sorriu e falou:

-Meu tempo é eterno, suficiente para fazer todas as coisas; Que perguntas você tem em mente?
O que mais o surpreende na humanidade ?

Perguntei...

DEUS respondeu:

Que se aborreçam de ser crianças e queiram logo crescer e aí, desejam ser crianças outra vez.
Que desperdicem a saúde para fazer dinheiro e aí percam dinheiro para restaurar a saúde.

Que pensem ansiosamente sobre o futuro, esqueçam o presente e, dessa forma não vivam nem o presente, nem o futuro.

Que vivam como se nunca fossem morrer e que morram como se nunca tivessem vivido.
Em seguida, a mão de DEUS segurou a minha e por um instante ficamos silenciosos...

Então eu perguntei:

- PAI, quais são as lições de vida que deseja que seus filhos aprendam?

Com um sorriso DEUS respondeu:

Que aprendam que não podem fazer com que alguém os ame. O certo é se deixar amar.
Que aprendam que o mais valioso não é o que se tem na vida, mas QUEM se tem na vida.
Que aprendam que não é bom se compararem uns com os outros.Por que todos serão julgados individualmente sobre seus próprios méritos.

Que aprendam que uma pessoa rica não é a que tem mais, mas a que precisa menos.
Que aprendam que só é preciso alguns segundos para abrir profundas feridas nas pessoas amadas e que é necessário muitos anos para curá-las..

Que aprendam a perdoar, praticando o perdão.

Que aprendam que há pessoas que os amam muito, mas que simplesmente não sabem como expressar ou demonstrar seus sentimentos.

Que aprendam que dinheiro pode comprar tudo, exceto felicidade.

Que aprendam que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-las de forma totalmente diferente.

Que aprendam que um amigo verdadeiro é alguém que sabe tudo sobre você e gosta de você do jeito que é.

Que aprendam que não é suficiente que sejam perdoados, mas que perdoem a si mesmos.
Por um tempo, permaneci sentado, desfrutando aquele momento.

Agradeci a Deus pelo seu tempo e por todas as coisas que tem feito por mim. ELE respondeu:

Estarei aqui sempre que alguém precisar de ajuda.Tudo que precisam fazer é chamar por mim.
Que todos podem esquecer o que EU disse ,podem esquecer o que EU fiz,mas jamais EU esquecerei de cada um de vocês.

(Autor desconhecido)


...Então, em gratidão a DEUS ao tempo que Ele nos dedica, será que você consegue arranjar um tempinho para mandar essa mensagem para as pessoas que você gosta???

...EU ARRANJEI!!!

E estou mandando a você que é especial para mim,faça o mesmo.

By Walquiria

Atraves do Caminho

Impossível atravessar a vida ...
Sem que um trabalho saia mal feito,
sem que uma amizade cause decepção,
sem padecer com alguma doença,
sem que um amor nos abandone,
sem que ninguém da família morra,
sem que a gente se engane em um negócio.
Esse é o custo de viver.

O importante não é o que acontece,
mas, como você reage.
Você cresce...

Quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.

Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.

Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.

Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.

Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho,
assimila experiências...
E semeia raízes….

Cresce quando se impõe metas,
Sem se importar com comentários, nem julgamentos quando dá exemplos, sem se importar com o desdém, quando você cumpre com seu trabalho..
Cresce quando é forte de caráter,
sustentado por sua formação,
sensível por temperamento...
E humano por nascimento!

Cresce quando enfrenta o inverno mesmo que perca as folhas,
colhe flores mesmo que tenham espinhos e
marca o caminho mesmo que se levante o pó.

Cresce quando
é capaz de lidar com
residuos de ilusões,
É capaz de perfumar-se com flores...
E se elevar por amor!

Cresce ajudando a seus semelhantes,
conhecendo a si mesmo e
Dando à vida, mais do que recebe.
E assim se cresce…..


Susana Carizza

Aluna Rosa

Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional

No primeiro dia de aula nosso professor se apresentou aos alunos, e nos desafiou a que nos apresentássemos a alguém que não conhecêssemos ainda. Eu fiquei em pé para olhar ao redor quando uma mão suave tocou meu ombro. Olhei para trás e vi uma pequena senhora, velhinha e enrugada, sorrindo radiante para mim, com um sorriso que iluminava todo o seu ser.

Ela disse:

- Hei, bonitão. Meu nome é Rosa. Eu tenho oitenta e sete anos de idade. Posso te dar um abraço?

Eu ri, e respondi entusiasticamente:

- É claro que pode! - e ela me deu um gigantesco apertão.

- Por que você está na faculdade em tão tenra e inocente idade? - perguntei.

Ela respondeu brincalhona:

- Estou aqui para encontrar um marido rico, casar, ter um casal de filhos, e então me aposentar e viajar.

- Está brincando - eu disse.

Eu estava curioso em saber o que a havia motivado a entrar neste desafio com a sua idade, e ela disse:

- Eu sempre sonhei em ter um estudo universitário, e agora estou tendo um!
Após a aula nós caminhamos para o prédio da união dos estudantes, e dividimos um "milkshake" de chocolate. Nos tornamos amigos instantaneamente.

Todos os dias nos próximos três meses nós teríamos aula juntos e falaríamos sem parar.

Eu ficava sempre extasiado ouvindo aquela "máquina do tempo" compartilhar sua experiência e sabedoria comigo.

No decurso de um ano, Rosa tornou-se um ícone no campus universitário, e fazia amigos facilmente, onde quer que fosse.

Ela adorava vestir-se bem, e revelava-se na atenção que lhe davam os outros estudantes. Ela estava curtindo a vida!

No fim do semestre nós convidamos Rosa para falar no nosso banquete de futebol.
Jamais esquecerei do que ela nos ensinou. Ela foi apresentada e se aproximou do pódio. Quando ela começou a ler a sua fala preparada, deixou cair três das cinco folhas no chão.

Frustrada e um pouco embaraçada, ela pegou o microfone e disse simplesmente:

- Desculpe-me, eu estou tão nervosa! Parei de beber por causa da Quaresma, e este uísque está me matando! Eu nunca conseguirei colocar meus papéis em ordem de novo, então me deixe apenas falar para vocês sobre aquilo que eu sei.

Enquanto nós ríamos, ela limpou sua garganta e começou:

- Nós não paramos de amar porque ficamos velhos; nós nos tornamos velhos porque paramos de amar. Existem somente quatro segredos para continuarmos jovens, felizes e conseguindo sucesso. Você precisa rir e encontrar humor em cada dia. Você precisa ter um sonho. Quando você perde seus sonhos, você morre. Nós temos tantas pessoas caminhando por aí que estão mortas e nem desconfiam! Há uma enorme diferença entre ficar velho e crescer. Se você tem dezenove anos de idade e ficar deitado na cama por um ano inteiro, sem fazer nada de produtivo, você ficará com vinte anos. Se eu tenho oitenta e sete anos e ficar na cama por um ano e não fizer coisa alguma, eu ficarei com oitenta e oito anos. Qualquer um consegue ficar mais velho. Isso não exige talento nem habilidade. A idéia é crescer através de sempre encontrar oportunidade na novidade. Isto não precisa nenhum talento ou habilidade. A idéia é crescer sempre encontrando a oportunidade de mudar. Não tenha remorsos. Os velhos geralmente não arrependem daquilo que fizeram, mas sim por aquelas coisas que deixaram de fazer. As únicas pessoas que tem medo da morte são aquelas que tem remorsos.

Ela concluiu seu discurso cantando corajosamente "A Rosa".


Ela desafiou a cada um de nós a estudar poesia e vivê-la em nossa vida diária.

No fim do ano Rosa terminou o último ano da faculdade que começou há todos aqueles anos atrás.

Uma semana depois da formatura, Rosa morreu tranqüilamente em seu sono.

Mais de dois mil alunos da faculdade foram ao seu funeral, em tributo à maravilhosa mulher que ensinou, através de exemplo, que nunca é tarde demais para ser tudo aquilo que você pode provavelmente ser.

Quando você terminar de ler isto envie esta pacífica palavra de conselho para seus amigos e familiares, eles realmente apreciarão! Estas palavras têm sido divulgadas por amor, em memória de "Rosa" e lembre-se:

"Ficar velho é obrigatório, crescer é opcional".

Se você leu isso com o coração estará mais sábio, mas se leu com a mente, estará apenas mais velho.